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sexta-feira, 15 de junho de 2018

HÁ TEMPO PARA TUDO


HÁ TEMPO PARA TUDO
Denize Vicente – Rio de Janeiro – RJ

Junho, 2018.
Pra quem está no hemisfério sul, inverno; pra quem vive no hemisfério norte, verão. E o ser humano, geralmente, reclama de sentir muito calor e de sentir muito frio, sempre desejando uma coisa quando tem outra... Se é noite, a gente quer ficar acordado, esticando o dia; se é dia, a gente quer continuar dormindo como se fosse noite. Parece acreditar, essa gente, que se o mundo fosse do seu jeito seria bem melhor.

“Criaste o dia e a noite, puseste o sol,
a lua e as estrelas nos seus lugares.
Marcaste os limites da terra
e fizeste o verão e o inverno.”

A maioria de nós mostra-se sempre insatisfeito com aquilo que tem e ansioso por ter aquilo que não está disponível.


A vida é muito mais doce e agradável quando a gente aprende a viver bem com aquilo que tem. Reclamar e irritar-se não é legal. Não faz bem pra ninguém. Dançar conforme a música e saber que há sempre um tempo certo para cada coisa é a primeira regra de uma boa vida.

“Para tudo há uma ocasião certa;
há um tempo certo para cada propósito debaixo do céu:
Tempo de nascer e tempo de morrer,
tempo de plantar
e tempo de arrancar o que se plantou,
tempo de matar e tempo de curar,
tempo de derrubar e tempo de construir,
tempo de chorar e tempo de rir,
tempo de prantear e tempo de dançar,
tempo de espalhar pedras
e tempo de ajuntá-las,
tempo de abraçar e tempo de se conter,
tempo de procurar e tempo de desistir,
tempo de guardar
e tempo de jogar fora,
tempo de rasgar e tempo de costurar,
tempo de calar e tempo de falar,
tempo de amar e tempo de odiar,
tempo de lutar e tempo de viver em paz...”



segunda-feira, 20 de abril de 2015

A GRAMA DO VIZINHO



A GRAMA DO VIZINHO
(Por Sérgio Mafra)

Você já parou para prestar atenção em quem é o seu vizinho? Existem pessoas que vivem para comparar sua vida com o que acontece com o morador da casa ao lado. Seja olhando carro, casa, relacionamento, vida profissional, parece que o vizinho está sempre em condições mais vantajosas que as dela. Passam dias, meses e anos lamentando pela grama do vizinho, que é mais verde do que a sua.

Perdemos tanto tempo precioso nos ocupando com a grama alheia que nos esquecemos de regar nosso próprio jardim. Certa ocasião, conheci um rapaz que nunca estava satisfeito com o que possuía, pois sempre queria ter aquilo que seus amigos tinham. O que a vida lhe proporcionava nunca era suficiente, pois, para ele, o que seus amigos faziam sempre prosperava enquanto que a vida dele não saía do lugar. Sua namorada não era legal nem bonita o suficiente, seu emprego não pagava o suficiente nem sua casa era um lugar adequado o bastante para ele. O final dessa história só pode ter sido um: sua namorada terminou com ele, seu trabalho é desenvolvido de forma medíocre e sua casa continua a mesma.

Nesta segunda-feira, gostaria de convidar você a valorizar a grama do seu jardim, regar com amor e ternura suas flores e tratar com carinho as borboletas que lhe visitam. Pinte a frente da casa, passe uma cera no carro e faça da sua casa um pedacinho do céu. Podemos transformar dificuldades em possibilidades de fazer diferente. Seja feliz e valorize aquilo que você tem!

sexta-feira, 10 de abril de 2015

COMO MENINOS LUXENTOS PODEM SE TORNAR SÁBIOS



COMO MENINOS LUXENTOS PODEM SE TORNAR SÁBIOS
(Por Denize Vicente)

Minha mãe alfabetizou os três filhos. E mais a criançada toda da vizinhança.
Aprendemos em casa a ler, a escrever e a fazer as quatro operações matemáticas: somar, diminuir, dividir, multiplicar. Todo mundo devia aprender isso em casa...

Lembro-me de ter entrado na escola aos seis anos, na primeira série. Meus irmãos foram mais adiantados, mas eu fui para a escola só aos seis anos e para a primeira série porque tinha dor de ouvido, segundo reza a lenda familiar.

Eu me lembro também de um texto. E aí já não sei se era de alguma das cartilhas que minha mãe usava, se era de algum livro da escola dos meus irmãos; acho que era mesmo de um livrinho de Português, da escola; do que eu me lembro muito bem é que o texto, durante muitos anos, foi recitado lá em casa, nas implicâncias entre os irmãos. Quando um de nós não queria alguma coisa que a mamãe oferecia, os outros, pra implicar, começavam a recitar e rir, como se assim pudéssemos dar à mamãe a ideia brilhante de pôr em prática os versos do poeminha.
Pra quem não conhece, lá vai:

Menino luxento
  “Menino luxento, você quer pudim?
  Não, mamãezinha, está muito ruim.

  Menino luxento, você quer empada?
  Não, mamãezinha, está muito salgada.

  Menino luxento, você quer assado?
  Não, mamãezinha, está muito tostado.

  Menino luxento, você quer salada?
  Não, mamãezinha, está muito aguada.

  Menino luxento, você não quer nada?
  Menino luxento, pois tome palmada.”

Você já reparou no tanto de vezes que recusa as coisas que Deus lhe oferece? Você acorda, Deus oferece o Sol e você reclama, dizendo que prefere a chuva; Ele oferece um café da manhã com frutas tropicais e você dispensa, pra tomar só um café e sair rapidinho pro trabalho; Deus então lhe apresenta uma criança na rua, com uma carinha triste e você não faz nenhuma gracinha para ver se ela consegue sorrir. Deus manda uma chuva no final da tarde e você só consegue lamentar o transtorno no trânsito... Diariamente, quantas oportunidades Ele dá pra você curtir e para que exercite a paciência, a generosidade, a simpatia, e o contentamento, e você não aceita nada! Como um menino luxento, cheio de melindres, nada lhe satisfaz nem atrai. Tudo tem seu defeito, nada lhe apraz, nada tem o sabor que você quer...

Algumas vezes eu recusei as delícias que minha mãe oferecia, colocando defeito onde não tinha; e também já deixei de aproveitar os presentes diários de Deus, querendo outras coisas. Salomão, o homem mais sábio do mundo, deu a dica, dizendo que a gente deve comer com prazer a comida que a gente tem e beber alegremente; aproveitar a vida com quem a gente ama, nesse mundo cheio de ilusões; que a gente deve procurar sempre parecer feliz e satisfeito. Ir em frente. A vida, ele diz, é dura; e essas são as coisas que recebemos. Esse é o segredo. Deixemos de ser luxentos. Sejamos sábios.

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Referência:  
Eclesiastes 9:7-8 (NTLH)