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quarta-feira, 3 de julho de 2019

ELE É ÁGUA


ELE É ÁGUA
Larissa Oliveira – Bento Ribeiro – Rio de Janeiro - RJ

Semana passada, um sério problema na cisterna da escola paralisou o abastecimento de água. Rapidamente as refeições foram suspensas e a cozinha fechada; em pouco tempo também os banheiros ficaram inutilizáveis; já não tínhamos mais água para lavar as mãos, tampouco para beber. O transtorno foi grande por alguns dias.

Percebi que tudo aquilo que era prioridade, ou fazia parte da rotina escolar, foi posto em segundo plano ou simplesmente “esquecido”. Aulas, avaliações, reuniões, protocolos, relatórios, ensaios... tudo aguardando a ordem ser restabelecida com a volta da água. Não temos essa percepção até que ela, a água, nos falte. O que somos sem ela?

Na Bíblia, algumas vezes, Deus é comparado à fonte/água da vida. E isso nos dá uma dimensão muito profunda do que significa Deus para cada um de nós. Ele é água!

O salmista Davi compôs um Salmo quando estava fugindo do rei Saul. Ele estava no deserto de Judá quando disse estas palavras:

“Ó Deus, tu és o meu Deus, eu te busco intensamente; a minha alma tem sede de ti! Todo o meu ser anseia por ti, numa terra seca, exausta e sem água. Quero contemplar-te no santuário e avistar o teu poder e a tua glória. O teu amor é melhor do que a vida! Por isso os meus lábios te exaltarão.”
Salmos 63:1-3

Davi ansiava por ter uma comunhão mais profunda com Deus e ele compara isso à sede mais extrema no deserto. Ele tinha plena certeza de que os anseios do seu coração só poderiam ser saciados por essa Água Viva que é o próprio Deus. Nada, absolutamente nada, para Davi importava naquele momento senão beber daquela fonte.

Deus é água na sua vida!

Ele tem lhe dado condições de trabalhar, estudar, se alimentar; tem lhe dado condições de se cuidar, enfrentar desafios e adversidades. Ele lhe dá condições de tocar seus projetos e fazer planos para o futuro. Diferente da água física, essa água é eterna; e não precisa acabar para você perceber o quanto necessita dela.


Existe um convite espetacular para que eu e você bebamos dessa água diariamente. Seremos hidratados com fé, amor e esperança num futuro muito melhor.

“[...] a pessoa que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede. Porque a água que eu lhe der se tornará nela uma fonte de água que dará vida eterna.”
Com amor, Jesus.
João 4:14

Falar com Deus e leitura bíblica são passos fundamentais para satisfazer a maior sede que existe no coração humano.

Um forte abraço!

sexta-feira, 17 de maio de 2019

SUPRIMENTO PRA TUDO


SUPRIMENTO PRA TUDO
Denize Vicente – Rio de Janeiro – RJ

Vivemos em tempos modernos, em que muita gente fala sem respirar, lê sem entender a leitura e quando lê para o outro não se faz entender. Vivemos em tempos em que quase nem se lê.

Eu me lembro de um texto do Rubem Alves em que ele dizia que assim como os compositores, que lá no comecinho das partituras colocam indicações sobre o andamento e o "espírito" com que devem ser tocadas as músicas (Allegro vivace, Largo, Allegretto, Grave...), também os escritores deveriam fazer a mesmíssima coisa com seus textos. Ele dizia que as pessoas leem mal porque não sabem o ritmo nem o espírito do texto.

Gosto do Português porque é uma língua rica, cheia de recursos. Gosto das vírgulas, do ponto e vírgula, das reticências, das reticências seguidas de exclamação ou de um ponto de interrogação, e de como o "espírito" é outro se as reticências vêm depois e não antes da interrogação, por exemplo.

Mas confesso que sinto uma pontinha de inveja do Espanhol, que já avisa desde antes que aquela oração é uma pergunta, quando coloca um "?" de cabeça pra baixo logo no começo da frase...

Um texto bem pontuado é um bom convite à leitura; é quase perfeito. Mas alguns sinais que indicassem o andamento e o espírito do texto seriam mesmo a perfeição!

Imagine uma carta de amor que no começo trouxesse a indicação "moderato", "allegro", "allegretto", "vivace", "vivacissimo" ou "presto", que lá pelo meio mudasse para "adagio", e no final... Ah... que no final trouxesse "gravissimo"! Você já leria com parte do sentimento de quem escreveu.

Quando penso nisso eu me lembro das cartas de Paulo. Paulo, nascido em Tarso, na Turquia. Um homem que escreveu cartas. Muitas. Uma delas, registrada em Filipenses 4, pode-se dizer que é carta mais alegre já escrita por Paulo. A alegria corre do início ao fim das letrinhas. É só gratidão, palavras que falam de alegria e convidam todos a estarem alegres também. Muito bom, isso.


Mas, gente, por que tanta alegria se ele estava preso, trancado numa cela de prisão? Viajou muito anos divulgando o Evangelho de Jesus Cristo. Foi perseguido. Apanhou. Sofreu. E àquela altura da vida, numa cela, sem dúvida estava com o corpo cansado, fisicamente debilitado...

Mas isso era o corpo, sabe? Espiritualmente estava forte, alegre, e tinha uma alegria contagiante. Inclusive nas palavras. Como, então? Como isso era possível?

Vou lhe dizer: ele conhecia Jesus Cristo, sobre quem ele falava. E aprendeu a estar feliz, independentemente das circunstâncias e do lugar, porque conhecer Jesus e Sua mensagem o fez viver de verdade e ter certezas que antes não tinha. Segurança. Paz. E tudo isso tinha a ver com a relação de amizade que desenvolveu com Aquele que era o Senhor da sua vida, seu Guia, Instrutor, Mestre, Amigo. Ele era quem renovava todos os dias a alegria e a força na vida de Paulo. Essa era a razão do seu contentamento.

Veja este trecho da carta:

("Aleggro")*
Fiquei muito alegre no Senhor porque, agora, uma vez mais, renasceu o cuidado que vocês têm por mim. Na verdade, vocês já tinham esse cuidado antes, só que lhes faltava oportunidade. Digo isto, não porque esteja necessitado, porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação. Sei o que é passar necessidade e sei também o que é ter em abundância; aprendi o segredo de toda e qualquer circunstância, tanto de estar alimentado como de ter fome, tanto de ter em abundância como de passar necessidade. Tudo posso naquele que me fortalece. (Filipenses 4:10-13)

Leu no ritmo? De maneira viva, rápida, alegre? Não é lindo e animador?!

No verso 19 (Filipenses 4) ele ainda diz uma coisa que pode animar você ainda mais, nesta sexta-feira, independentemente das circunstâncias que cercam você. Ele escreveu: “E o meu Deus, segundo a sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, tudo aquilo de que vocês precisam.”.

Vamos combinar, isso é tre.men.da.men.te animador!!!! Suprimento pra tudo!

Sorria e respire aliviado. Porque o meu Deus, o Deus de Paulo, que pode ser seu também, suprirá todas as suas necessidades.

Alegria, gente!!!




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Fonte/Referência:

alegro
advérbio 
música
  1. 1.
    de maneira viva, rápida, alegre; em andamento animado.
  2. 2.
    substantivo masculino
    música
    composição ou fragmento musical que tem esse andamento.
Origem
⊙ ETIM it. allegro 'movimento musical em tempo rápido'

segunda-feira, 11 de março de 2019

LUZ DE GELADEIRA - PARTE 1

LUZ DE GELADEIRA - PARTE 1
Eduardo Dudu Santos - Sankt Peter am Hart, Bogenhofen, Áustria

Alguns dias atrás, talvez semanas, ouvi uma frase dita por um amigo meu que não saiu mais da minha cabeça. Falávamos sobre temperatura e clima e eu dizia que, como carioca da gema, era inimaginável, para mim, pensar num dia ensolarado que não fosse quente ou no mínimo agradável (leia-se, aqui, agradável para alguém acostumado com o “Rio 40 graus”). Depois de muito falar sobre isso, ele chegou à conclusão dele e que deu origem à tal frase da qual falei: “o sol daí (onde estou) é que nem luz de geladeira”.

geladeira

Rimos um pouco, mas essa frase tem um significado bastante profundo! Pensei em escrever uma reflexão sobre isso, mas eu ‘tava muito ocupado para dar espaço à inspiração e empurrei com a barriga. Até que, passadas essas duas semanas, acabo de ouvir outra reflexão sobre o mesmo tema... Então resolvi tomar vergonha na cara e sentar para escrever.

Falar sobre luz é uma tarefa bastante fácil. Hoje em dia tem luz para todos os gostos e funções: fria, quente, neon, ornamental, térmica... e por aí vai. Pensando melhor, talvez a grande disponibilidade torne a tarefa mais difícil, não verdade... então não vamos perder o foco.

Conta-se que, certa vez (Mateus 5:14), Jesus definiu Seus discípulos como sendo “a luz do mundo”. Felizmente, não existiam tantos tipos de luz... Na verdade, Jesus falava sobre a lamparina de óleo. Existem algumas características dessa lamparina que Cristo desejava que Seus seguidores desenvolvessem também.

Para deixar mais claro para nós, Ele saiu da linguagem metafórica e usou um exemplo prático: Ele mesmo. Em João 8:12, Jesus diz ser a luz do mundo, e nós temos um resumo detalhado de Sua vida e ações. Sendo Ele “a verdadeira luz do mundo” e tendo Ele convidado Seus discípulos para também o serem, a conclusão lógica é: os que O seguem precisam viver de forma a suprir a grande necessidade do mundo.

 
Alguma vez você já precisou, de verdade, de luz para clarear algum ambiente? Eu já. Muitas vezes. Mas nem sempre admiti essa necessidade...

Certa vez, acordei no meio da noite querendo beber água. Acreditava que seria capaz de chegar até a cozinha sem acender as luzes - afinal, contava com minha acuidade visual e com o fato de morar na mesma casa há dez anos. Para mim, era óbvio que eu completaria minha missão noturna! No fim, eu estava certo, mas concluí a noite com uma baita dor de cabeça e uma nova cicatriz...

Não foi à toa que Cristo ressaltou nossa profunda necessidade de luz neste mundo de trevas.

Jesus esteve neste mundo por pouco tempo – talvez menos tempo do que muitos de nós passaremos aqui - e teve como objetivo evidenciar as verdadeiras doutrinas bíblicas. Usou diversos métodos para mostrar a vontade divina sem se desviar nem para a direita nem para a esquerda. Essa talvez seja a característica mais marcante da luz; as imperfeições, os defeitos, as incoerências, os desajustes são expostos e podem ser corrigidos.

Sem dúvida, essa foi uma das qualidades que Jesus Cristo desejou ver em Seus discípulos, mas, certamente, não só essa... Mas isso é tema para o próximo texto.

Se quiser descobrir, não desgrude!
Até o próximo!



quarta-feira, 6 de julho de 2016

OSTENTAÇÃO


OSTENTAÇÃO
Por João Octávio Barbosa

Eu sou a pessoa mais rica do mundo. Sim, eu. E escrevo essa coluna com o único objetivo de ostentar minha riqueza na sua cara.


Meu princípio rege o seguinte: rico não é o que mais tem; é o que menos precisa. Por isso, me considero o mais rico do mundo. Deus tem me abonado com tudo o que eu preciso e muito mais do que eu mereço. 


Hoje é aniversário do dólar, a moeda americana. São 231, anos segundo a Wikipédia*. Minha riqueza não envolve ter nenhum dólar no bolso. Mas, como eu disse, aos meus olhos isso não significa nada de importante. Creio eu que Deus concorda comigo. Porque é a principal lição que tiramos do nosso “Perfil Sem Curtidas” de hoje, a viúva pobre de Lucas 21:1-4. Vejamos:

E, olhando ele (Jesus), viu os ricos lançarem as suas ofertas na arca do tesouro;
E viu também uma pobre viúva lançar ali duas pequenas moedas;
E disse ele: Em verdade vos digo que lançou mais do que todos, esta pobre viúva;
Porque todos aqueles deram em ofertas a Deus do que lhes sobrava; mas esta, da sua pobreza, deu todo o sustento que tinha.


Com essas palavras, Jesus mostrou a contabilidade diferenciada de Deus. Dá mais aquele que fica com menos. A regra da proporcionalidade gera justiça. Em seu livro “Como Jesus Tratava as Pessoas”, Morris Venden diz o seguinte: “Deus mede nossas dádivas, não pela quantia de dádivas, mas pela quantia que sobrou depois de termos dado.”.

Interessante, não? A viúva deu meros centavos, mas era tudo o que ela podia. Os ricos deram muito, mas ainda muito sobrou. Não é a toa que Jesus afirmou antes que era muito difícil o rico entrar no Céu. Muito difícil não é impossível, é verdade, mas é mais desafiador. O desapego deve ser maior para quem já tem muito.

Mas rico não é o que mais tem; é o que menos precisa. Do que você precisa?
O que você escolhe ser sua prioridade? O jovem rico que era obediente a Deus e queria seguir a Jesus não conseguiu “não precisar” de toda a sua riqueza e desistiu de Cristo. Na parábola de Lucas 16, a partir do versículo 12, o agricultor “louco” não conseguiu “não precisar” guardar as sobras da sua lavoura, em vez de ajudar o necessitado.


Existe alguma coisa na sua vida que você não consegue “não precisar”? A despeito de riqueza, dólar, viúva pobre, ostentação e necessidade, o texto de hoje, na verdade, é sobre coração. Está seu coração entregue a Jesus? Só duas moedas, ou uma grande soma de notas? Cuidado com a pegadinha! Aqui, a resposta ideal para Jesus é: “só as duas moedas”, porque elas representam TODO o seu coração.

Como é bom, para mim, saber que Deus enxerga as minhas atitudes pela ótica das minhas intenções. A clássica frase “De boas intenções o inferno está cheio” é um atentado grotesco aos princípios bíblicos. Jesus não vê como vê o homem. Não se engane também. Abra seu coração. Ele é mais importante do que a sua carteira.


Não peço que concordem, espero que reflitam!


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Referência: