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sábado, 17 de dezembro de 2016

DESCOBRIRAM



DESCOBRIRAM
Por Jackson Valoni

O filme O príncipe do Egito conta a história de um povo liberto da escravidão. Um rapaz, chamado Moisés, embora fizesse parte desse povo escravo (hebreu), foi criado pela filha de Faraó, rei do Egito. Moisés foi criado pra ser rei, ter tudo ao seu dispor, mas, após testemunhar agressões de um dos soldados egípcios contra um dos pobres hebreus, “o príncipe do Egito” resolve fazer justiça com as próprias mãos e mata o soldado do poderoso país de seu avô adotivo. Não foi um crime acidental; foi consciente. Tão consciente que ele tentou se certificar de que não havia ninguém por perto, antes de assassinar o egípcio que espancava o hebreu. Ele chegou a esconder o corpo do defunto sob a areia!


Logo no dia seguinte, enquanto esticava as pernas pelos arredores do palácio em que vivia, reparou que dois hebreus brigavam, sendo que um batia no outro, assim como o egípcio fazia no dia anterior. Até que Moisés tentou intervir, e se intrometeu naquele bafafá, protegendo o rapaz que estava apanhando; e perguntou pro fortão: “Por que espancas o teu próximo?”.

E o fortão respondeu: “Quem te pôs por príncipe e juiz sobre nós? Pensas matar-me, como mataste o egípcio?”.

Moisés se deu mal e sentiu na pele as consequências de seus erros. Ele percebeu que mentira tem perna curta (e que omissão é um tipo de mentira – e que não existe crime perfeito {caramba, quanta conclusão!}).

“Com certeza o descobriram”, pensou Moisés ao ouvir a resposta do fortão. As areias do deserto devem ter revelado o corpo da vítima, além das possíveis pessoas que testemunharam aquela cena. Paredes têm ouvidos, areias do deserto também.

Faraó temeu que a atitude daquele escravo metido a nobre pudesse aquecer os ânimos hebreus que, assim, poderiam se rebelar contra os maus-tratos egípcios. Faraó nunca poderia deixar de contar com a força de trabalho daquele povo que já estava há 200 ou 400 e poucos anos sob o poder do Egito. A ordem foi dada, Faraó mandou matar Moisés como lição e prevenção de uma possível revolta escrava. “Vai que eles percebem que são muito mais do que nós?”, deve ter pensado Faraó.



O início da história de Moisés mostra um homem que tomou atitudes movido pelo momento. Pensou em ser um herói do momento, pensou em ser um juiz do momento, mas no momento em que percebeu que não tinha tanta moral assim, teve que fugir da vista de todos, por ter sido jurado de morte, e também por vergonha – ele já não era bem quisto por ninguém, hebreus nem egípcios.

Se às vezes é difícil esconder algumas coisas ruins da nossa vida para outras pessoas, saiba que Deus não está alheio a nada do que fazemos. “Não existe nenhum lugar, por mais escuro que seja, onde um pecador possa se esconder de Deus.” Jó 34:22 – (NTLH)

Eu me coloco no lugar de Moisés. Sinto vergonha de alguns deslizes que eu cometi na minha vida e, realmente, não gostaria que as pessoas chafurdassem nesses fracassos. A pessoa que sou, talvez apenas Deus possa conhecê-la totalmente, em detalhes.

Moisés viveu 40 anos no deserto após ter fugido do Egito, e foi lá, no deserto, que ele se reencontrou e formou seu lar. Lá, ele encontrou uma família que o acolheu, lá ele se casou e teve filhos.

Foi lá também que ele encontrou Aquele que é a Verdade, que possui toda a integridade e que não precisa se esconder. Ele encontrou o “EU SOU” (Êxodo 3:14), no deserto, o próprio Senhor.

Quando levantardes o Filho do homem, então conhecereis que EU SOU, e que nada faço por mim mesmo; mas isto falo como meu Pai me ensinou. João 8:28

Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse, eu sou. João 8:58


Jesus transformou a vida de Moisés, refez a história dele, e ele se tornou uma nova pessoa, que não agia de acordo com o próprio eu, porque passou a ter fé no grande EU SOU.

Permita que Deus ajude você a recomeçar sua vida, porque Ele pode resgatá-lo assim mesmo, do jeito que você está. Deus falou certa vez que, “ainda que desçam ao mais profundo abismo, a minha mão os tirará de lá; se subirem ao céu, de lá os farei descer.” (Amós 9:2). Deus é capaz de alcançar você; então, decida ser cuidado por Ele!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

PARE, OBSERVE E ESCUTE

PARE, OBSERVE E ESCUTE
(Por Eduardo Santos)

"Então disse o Senhor a Moisés: Por que clamas a mim? Dize aos filhos de Israel que marchem." (Êxodo 14:15)

Recentemente, muito se tem ouvido sobre a história do êxodo hebreu. Nada muito estranho - afinal, existe um programa de grande audiência que trata do tema.

Há de se concordar que tal história é repleta de fatos fantásticos, curiosos, intrigantes, surpreendentes. Mas, inquestionavelmente, me parece que a abertura do Mar Vermelho mexe bem mais com o grande público do que qualquer outro grande feito relatado nos capítulos desse livro (Êxodo). Embora nunca tenha visto o programa da tv, não tinha ouvido tantos comentários, nem antes nem depois, da tão esperada cena!

Sem dúvida nenhuma, deve ter sido um momento de muita tensão, seguido por um enorme alívio para os que presenciaram a cena real. Ver-se numa situação sem nenhuma perspectiva de solução, com 100% de chance de morte, sentindo uma profunda angústia e, no fim, viver um tremendo milagre.

Repensando no desenrolar do capítulo, me deparei com o desespero de Moisés. Não era pra menos! Humanamente falando, ele havia conduzido o povo para um beco sem saída, onde, a sua frente estava o mar e, atrás, o furioso exército egípcio. Em sua angústia, Moisés clama a Deus que aja e, como resposta, ouve o verso apresentado no início deste texto.

Invariavelmente, todos já passamos, estamos passando e vamos passar por momentos no quais vamos nos sentir encurralados, nos quais as angústias da vida nos sufocarão, o medo nos paralisará ou não saberemos o que fazer. Nessas horas, o melhor que se tem a fazer é clamar por socorro a quem pode operar o milagre oportuno! E assim, esperamos que o mar se abra à nossa frente, ou imaginamos que, ao tocarmos os pés nas águas, o mar se abrirá.

É reconfortante pensar na ideia de que será aberto um caminho entre nossos problemas e dificuldades para que passemos por meio do "mar seco". Mas isso nem sempre vai acontecer - o que não significa que fomos abandonados ou estamos desprovidos da ajuda divina. Deus é um Deus pessoal, que trata cada individualidade de forma diferente. Ele sabe a forma com a qual produzirá melhor aproveitamento do aperfeiçoamento da nossa fé e da condução pelo caminho que nos traz felicidade.

Repare que antes de Moisés decidir o que fazer, ele buscou ouvir a resposta de Deus. Ele talvez pudesse achar que sua única opção fosse marchar contra o exército egípcio, lutar até o último homem, e o resultado seria desastroso. É imprescindível notar que o milagre da abertura do mar para Moisés foi algo inusitado. Então, ele não poderia esperar algo parecido.

Hoje, peça que Deus o ajude a resolver suas questões pessoais, seus dilemas, suas dúvidas, suas dores. Mas nunca se esqueça de parar e buscar ouvir Sua resposta que apresenta o livramento; afinal, ela pode ser diferente do milagre realizado para Moisés e mais parecida com o convite feito a Pedro: "E ele disse: Vem. E Pedro, descendo do barco, andou sobre as águas para ir ter com Jesus." (Mateus 14:29).

Tenha um ótimo dia!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

VENTANIA

VENTANIA
(Por Airton Sousa)

Nestes tempos de novela “Os Dez Mandamentos”, lembrei-me de um texto que escrevi e publiquei aqui - “No limite” - que falava da travessia do mar vermelho, que foi exibida também na novela e bateu todos os recordes de audiência da emissora, TV Record.

Cada vez que penso em como Deus abriu o mar para que o povo passasse, sinto mais vontade de escrever sobre o assunto.

“Então Moisés estendeu sua mão sobre o mar, e o Senhor fez com que este se retirasse com um vento forte vindo do oriente que soprou toda noite e fez com que o mar se secasse, ficando as águas divididas.” (Êxodo 14:21e22).

Veja bem, eu sempre achei que Moisés havia simplesmente tocado nas águas, com seu cajado, e que então o mar se abriu. Bobinho eu. A leitura mais atenta indica que Moisés estendeu o cajado e passou toda noite com ele estendido. E mais, houve uma ventania durante toda a noite que fez com que o mar secasse.

Pera aí... preciso ler novamente. Então, suponhamos que eu, que sou superansioso, estivesse ali no meio do povo. Estou acordado. Estou num beco sem saída. Na frente, o mar vermelho; atrás, os inimigos. Não consigo dormir. Lá fora, vejo Moisés com o cajado estendido para o alto. E agora uma ventania. O vento vai aumentando sua intensidade. Venta a noite inteira. Algo vai acontecer.

E quando, enfim, o dia raiou, todos os que estavam naquele beco sem saída perceberam. “Com o resfolgar das tuas narinas, amontoaram-se as águas, as correntes pararam em montão; os vagalhões coalharam-se no coração do mar.”. (Êxodo 15:8).

Todos perplexos. Eu perplexo, com o queixo caído. O sopro de Deus, a ventania, dividiu o mar que ficou congelado como um muro. E todos puderam atravessar em SECO entre os muros de gelo.

O tema é arrepiante e é provável que eu volte a ele. Aconteceu comigo. Quando percebi a ventania, eu pensei: o mar vai se vai abrir novamente, e dessa vez foi tão espetacular quanto foi a primeira vez.

Sabe, amigo, pode acontecer com você também, pois como diz o velho ditado: “vento que venta lá, venta cá!”. Você só precisa confiar e prestar atenção na ventania.

Eu volto amanhã.

domingo, 13 de setembro de 2015

NO LIMITE

NO LIMITE 
(Por Airton Sousa)

“Qual é o seu limite?”
Esse era o título de um folhetinho que recebi, outro dia. “Quando chegamos ao limite, Deus chega com a providência. O limite de Moisés era o mar; Deus abriu”. O texto narrava outros exemplos e contava como Deus usou esses limites para manifestar sua glória. Eu parei no limite de Moisés, porque esse é um dos maiores e mais espetaculares eventos narrados na Bíblia. De um lado havia o mar; do outro, uma multidão enfurecida com Moisés; e logo mais adiante, os soldados inimigos...

Pense numa multidão desarmada, contra uma tropa bem preparada.
“Sem saída!”
“Sem chance!”
“Saímos do Egito para morrer no deserto.”
“Vamos morrer na praia.”
“Sabe lá o que é morrer de sede em frente ao mar?
“E ainda diz pra gente não ficar ansioso...”
E o coro, pedindo a saída de Moisés do comando: “Fora Moisés, fora!”.

O que não passou pela cabeça de ninguém era que Deus iria realizar uma obra espetacular naquele dia. Era algo S E N S A C I O N A L. De sensacionalista, mesmo. “Você agora quer me convencer de que Deus vai abri o mar pra gente passar? Tu tá de brincadeira comigo...” “Só em filme mesmo...”

Moisés estava calmo. Ele havia conversado durante a noite com Deus e já sabia que aquela seria uma manhã de milagres e livramento, mesmo parecendo impossível. E foi o que demonstrou, dizendo: “Não tenham medo. Fiquem firmes e vocês verão que o Senhor vai salvá-los... Nunca mais vocês vão ver esses egípcios. Vocês não terão de fazer nada: o Senhor lutará por vocês.”.

Em outras palavras, ele estava dizendo mais ou menos o que minha mãe sempre me diz: “Fiquem quietos, pois a porta que Deus abre ninguém fecha”. Ou como sempre me lembra o meu irmão: “Deus nunca faz uma obra pela metade.”.
E o resto da história você pode acompanhar pela sua Bíblia, em Exôdo 14. Lá veremos as águas congelarem dentro do mar e uma nação de escravos marchar livre para a liberdade em terra seca e segura.

É Deus combatendo o nosso combate e lutando a nossa luta diária.
Nesses momentos de muito barulho, dos conflitos e das ameaças dos inimigos é hora de silenciar e lembrar-se destas palavras: “Aquietai-vos e sabei que Eu sou Deus.”.

No meio do sossego e da confiança estará a nossa força neste dia. Se o seu limite para hoje é o mar vermelho, repouse o seu coração e veja as maravilhas que Ele reservou para hoje, pois “o Senhor pelejará por vós, e vos calareis”.