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domingo, 29 de novembro de 2015

O OLEIRO E O MACHADO – PARTE 1

O OLEIRO E O MACHADO – PARTE 1
(Por Lucileide Santos)

Ontem, no BRT, enquanto eu voltava pra casa, um senhor se posicionou no início do ônibus, se apresentou e começou a falar; disse-nos que faria uma breve palestra e que suas palavras eram muito importantes, pois seu projeto mudaria o rumo da vida das pessoas que ali estavam. Bem, ele falou, falou e o que pude notar em seu discurso foi a preocupação, muito presente na vida de todos nós, de como estamos levando a nossa vida... coisas como: por que existem pessoas que não alcançam o sucesso ou a realização pessoal?; por que pessoas com tanto potencial não avançam nem chegam tão longe e por que não enriquecem? No meio da fala daquele senhor todas essas respostas se concentravam em uma só coisa: tudo depende do que dispomos e somos.

Muitas coisas passaram por minha mente durante a viagem de BRT, e entre elas: a) as pessoas realmente associam realização pessoal ou sucesso diretamente com o enriquecimento material; b) mudar, se renovar e recriar um novo eu é coisa muito mais complexa do que parece; na verdade, é algo pra ser feito por alguém genial!

Eu não sei muito o que significa pra você se sentir realizado, porque acredito que essas coisas variam de pessoa pra pessoa, mas, meu amigo, eu espero realmente que a sua ideia de sucesso não se limite apenas a ter bens materiais!

O conceito de sucesso é, como a maioria dos conceitos, uma construção social e depende muito do meio em que vivemos e crescemos, e de com quem convivemos.   É como o conceito de felicidade. Se você perguntar para 20 pessoas diferentes o que é felicidade ou o que é sucesso, provavelmente, terá 20 respostas diferentes!  Para uma pessoa que tem como aspiração ter uma família, a maternidade lhe trará felicidade e ver esses filhos bem criados e seu casamento feliz fará com que se sinta realizada. E não podemos dizer que não alcançou o sucesso, pois para ela isso era tudo o que ela gostaria de ter.

Bem, a intenção de nossa prosa não era tratar de realizações e sucessos, mas já que estamos indo por esse caminho... gostaria de dividir com você algo bastante interessante:

“Se o machado está cego
e sua lâmina não foi afiada,
é preciso golpear com mais força;
agir com sabedoria assegura o sucesso.”(Eclesiastes 10:10)

A princípio, você lerá essa frase e a achará um tanto engraçada; mas olhe mais de perto, com um pouco mais de atenção.  Isso nos leva a nossa conclusão do primeiro parágrafo: tudo depende do que dispomos e somos.  O versículo fala da condição do machado, da necessidade de se saber o que fazer e que para isso é necessário ter sabedoria e que assim alcançaremos o sucesso; e isso faz desse pensamento algo perfeito e profundo!

Legal, não é?!

E agora você deve estar se perguntando, assim como eu me perguntei na minha volta para casa: Ok! Como saber o que fazer e ter sabedoria para isso?

Voltemos à figura da pessoa que está com o machado cego. Ela tem duas opções: continuar como está ou bater com mais força, certo?!  Uma das coisas que me lembro da fala do senhor do BRT é que na busca do sucesso existe a necessidade de se tomar um novo rumo, mudar! Comentamos sobre isso também, lembra? Mudar é difícil, é coisa pra um ser genial! 

Ah, queridos, isso me lembra de uma nova ilustração! Conhecem a figura do oleiro, citada na Bíblia em Jeremias 18:3 e 4? Não?! Então, segura aí, porque nossa conversa vai dar um tempo, mas não para por aqui...

Um ótimo domingo e até semana que vem, neste mesmo horário, neste mesmo blog! ;)

terça-feira, 17 de novembro de 2015

"QUEBROU, NÃO TEM MAIS JEITO."

"QUEBROU, NÃO TEM MAIS JEITO."
(Por Airton Sousa)

Conforme mencionei semana passada, eu era fanático por canecas. Lembro que mesmo com tanto cuidado que tinha por cada uma delas, de vez em quando aparecia uma caneca quebrada. Meu filho era mestre nisso - pegar caneca na estante sem autorização e... desastrado que era, acabava quebrando; e a criatura ainda escondia os cacos... mas eu sempre descobria aquele monte de caquinhos escondidos. Dependendo dos pedaços, uma supercola resolvia; para outros casos não tinha jeito. Eu me lembro de uma canção da MPB, da Marina Lima, que perguntava: "Pra começar / Quem vai colar / Os tais caquinhos ? / Quebrou, não tem mais jeito...".

Na Igreja que estou frequentando, aqui no Rio, a Igreja Adventista, estamos estudando o livro bíblico de Jeremias, um profeta do Velho Testamento. No estudo de hoje (data em que estou escrevendo este texto), vimos que Jeremias desceu até a casa de um oleiro e viu que ele estava fazendo uma obra com barro sobre as rodas. Infelizmente, aquele vaso que o oleiro fazia com tanto capricho se quebrou em suas mãos. Imediatamente, o oleiro juntou os pedaços de barro e tornou a fazer outro vaso. Enquanto Jeremias observava aquele profissional refazendo o seu trabalho, "foi lhe dada uma figura, um símbolo de como Deus trabalha com o barro humano". Qualquer ser humano, mesmo arruinado, pode ser refeito.

Vejam que rico: "Por mais desesperadora que a situação pudesse parecer a partir da perspectiva de Jeremias, o simbolismo do oleiro e do barro mostrou que, em última análise, apesar das decisões erradas que tomamos, até mesmo de modo intencional, o Senhor está no controle do mundo. Ele é a fonte absoluta de poder e autoridade, e no fim triunfará, não importam quais sejam as aparências agora.". (Lição da Escola Sabatina 2015 - Jeremias - página 40).

Quando voltei para o Rio, no finalzinho do ano passado, deixei minhas canecas guardadas em algum lugar de São Paulo; nas minhas malas só trouxe caquinhos. A minha sorte é que no decorrer do ano fui entregando os caquinhos para Deus. No início, fui entregando aos pouquinhos; hoje vejo que entreguei todos os cacos e pedaços nas mãos dEle.

Estou impressionado com o livro de Jeremias: "Eis que como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão...". (Jeremias 18:6).

E tem mais esta: "Eu é que sei os planos que tenho para você. São planos de paz para te dar um futuro de esperança.". (Jeremias 29:11)

Quem foi que disse, mesmo, que “quebrou, não tem mais jeito”? Tem jeito sim, meu amigo, tem jeito. Lembre-se disto: tem jeito!