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domingo, 9 de agosto de 2020

MODELO DE PATERNIDADE


MODELO DE PATERNIDADE
Denize Vicente - Em casa - Rio de Janeiro - RJ
Lembro que às vezes, quando eu começava a sentir os sintomas de uma gripe ou resfriado, e dizia: Xiiii... acho que eu estou querendo gripar..., meu pai emendava, rapidamente: "Não queira não, minha filha. Gripe é muito ruim...".

Fico rindo disso até hoje. Na verdade, ele fala isso até hoje, quando eu me esqueço e falo que "estou querendo gripar"...

Meu pai é a pessoa mais bem humorada que eu conheço. E eu teria mil histórias pra contar sobre como o meu pai é uma inspiração pra nós, os seus filhos, e pra qualquer pessoa que o conheça.

Há cinco meses em distanciamento social, meu pai continua com uma alegria contagiante, e minha mãe entra na mesma vibe.

Hoje eu quero agradecer a Deus pela vida do meu pai. Por essa vida tão rica, tão cheia de entusiasmo, tão maravilhosa.

Obrigada, Deus. Quando alguém me diz que Você é o nosso Pai do Céu eu consigo imaginar Sua bondade, seu amor e o seu cuidado por mim. Obrigada por me dar como modelo de paternidade um pai que é tão semelhante a Jesus.

A todos, um FELIZ DIA DOS PAIS!


terça-feira, 13 de agosto de 2019

FELIZ DIA DOS PAIS



FELIZ DIA DOS PAIS
Airton Sousa – Direto de Paciência – Rio de Janeiro - RJ

Uma das mais lindas histórias da Bíblia é a história do “filho pródigo”, já contada e recontada neste blog e que você provavelmente deve conhecer. Está relatada no capítulo 15 do livro de Lucas, a partir do verso 11.

Nessa minha releitura cheguei à conclusão de que essa narrativa não deveria ser chamada de “história do filho pródigo”, e, sim, “a história do pai bondoso”.

O filho sai de casa, torra todo o dinheiro que recebeu de herança.  Fica duro. Os amigos desaparecem. Ele passa necessidades. Consegue um emprego para cuidar de porcos. Mas sente tanta fome que tem até vontade de comer da lavagem que é oferecida aos porcos.

Começa a se lembrar da casa do pai. Lá até os trabalhadores são tratados com fartura e conforto. Enquanto ele, como filho, está ali cuidando de porcos.

“Quantos empregados de meu pai têm comida de sobra, e eu aqui, morrendo de fome!
“Porque meu pai é bom...
Meu pai é bom o tempo todo.”

Então ele decide: “Vou me levantar e voltar para a casa do meu pai. E quando chegar lá vou pedir perdão e pedir para ser tratado como um dos empregados, até pagar toda minha dívida.”.

E aí ele entra no caminho e volta para casa. Daquele jeito. Fedendo a porco. Sujo, com farelos pela roupa. Maltrapilho. Entra na estrada.

Mas o que ele não sabia é que todo esse tempo, desde que saiu de casa, seu pai se colocava no portão e ficava vigiando a estrada. Certo de que um dia seu filho voltaria.

Todos os dias, todas as tardes, o pai espera no portão. Até que um dia aconteceu...

O pai avista um vulto de longe e, certo de que é seu filho, corre pela estrada afora, ao seu encontro.

Ele voltou!

O garoto coberto de lama. E o pai chora e grita. E o rapaz tenta fazer o discurso e não consegue. Quando começa a falar, o pai o interrompe e o abraça, e o beija mais uma vez. E o pai diz aos empregados:

“Vamos começar a festejar porque este meu filho estava morto e viveu de novo; estava perdido e foi achado.” (Lucas 15:23-24).

Não existe história mais linda que essa. O próprio Jesus Cristo contou.

“Tudo está perdoado. Tudo esquecido! Os dias de fome e de convívio com os porcos estão no passado. Com um toque de mestre Jesus leva a história ao clímax final: uma festa é preparada para celebrar o retorno do filho. Nenhuma palavra de recriminação moralista. Nenhuma exigência de prestação de contas. Nenhuma condição imposta. Nenhum tempo de prova. Nenhum período de disciplina para observação! Nenhuma ‘quarentena’ ou penitência é exigida.” (O incomparável Jesus Cristo, pág. 78 – Editora UNASP).

Algum dia todos têm a chance de voltar e reviver e recomeçar... não importa quão longe você foi.

O Pai espera.
Porque o Pai é bom o tempo todo.



sexta-feira, 10 de agosto de 2018

SOBRE PAIS E LIVROS

SOBRE PAIS E LIVROS
Denize Vicente – Rio de Janeiro - RJ

Helen Keller ficou cega e surda quando tinha um ano e meio. Se você tem um filho pode perceber o que isso significa. Se não tem um filho estou certa de que consegue imaginar...

Ela ficou cega e surda em decorrência de uma doença, à época conhecida como "febre cerebral". Helen lutou contra as trevas e venceu, porque nenhuma de suas dificuldades e limitações impediu que se tornasse escritora, bacharel em Filosofia e conferencista de renome, premiadíssima em todo o mundo, inclusive no Brasil, onde esteve em 1953.

Quando tinha sete anos de idade, "a professora" Anne Sullivan foi morar na casa de Helen para ensinar a menina a ler e escrever, indicação de Alexander Graham Bell - isso!, aquele do telefone. Anne havia se curado da cegueira após nove cirurgias e também havia estudado numa escola para cegos. Helen a chamava de "professora" e foram muito amigas até que a morte de Anne as separou...

Eu li sobre a vida de Helen Keller quando tinha uns oito, dez anos, talvez. Meu pai havia comprado um livro lindo, de capa dura, bordas vinho e letras douradas, publicado por "Seleções do Reader's Digest" e chamado "Grandes Vidas Grandes Obras".

Foto de um exemplar - edição de Portugal.
  
A história de Helen Keller, e uma de suas frases ("Não se pode concordar em rastejar quando se sente o ímpeto de voar"), e a história do menino do copo de leite  (que com fome, mas com vergonha, pediu um copo de água e ganhou um de leite, e que mais tarde, tendo se tornado médico, salvou a vida da mesma mulher que o havia alimentado...) nunca saíram da minha cabeça.

E este post, além de querer fazer você lembrar, por Helen Keller, que as melhores e mais belas coisas do mundo não podem ser vistas, nem sequer tocadas, e que elas devem ser sentidas com o coração, é também para lhe dizer que aquilo que uma criança aprende ela jamais esquece.

Dê bons livros de presente para suas crianças – e "suas crianças" podem ser seus filhos, os filhos dos seus filhos, seus vizinhos, seus sobrinhos, os meninos da rua, do orfanato, da igreja. Suas crianças precisam aprender o melhor. E se você pode oferecer um livro, estará alimentando sua criança muito mais do que nas vezes em que, simplesmente, lhe dá um doce. Não perca a chance.

Meu pai é um grande exemplo pra mim. Um homem sábio, atencioso, e que sempre fez o seu melhor para que seus filhos tivessem o melhor. Há muitas, muitas coisas que me fazem ter orgulho do meu pai. Uma delas, apenas uma delas eu contei pra vocês hoje: meu pai sempre nos mostrou, com seu exemplo, que “um país se faz com homens e livros” (Monteiro Lobato). Ele nos deu livros e enciclopédias, quando éramos crianças. Até hoje assina pra cada um de nós e nos entrega a cada trimestre um guia de estudos da Bíblia, chamado “Lição da Escola Sabatina”. A gente já trabalha e já poderia pagar do próprio bolso, mas é muito, muito significativo que meu pai continue cuidando da nossa educação, mesmo quando já somos grandes. Isso é uma coisa que aquece o coração de um filho...

Obrigada, pai. Meu exemplo, meu herói!
A todos os pais, desejo, desde hoje, um domingo fantástico, ao lado das suas crianças – grandes ou pequenas.

FELIZ DIA DOS PAIS!



terça-feira, 7 de agosto de 2018

DEUS É PAI

 
DEUS É PAI
Por Airton Sousa - Direto de Paciência - Rio

Hoje estou escrevendo um texto bem despretensioso, bem simples, mas com um gostinho de saudade e carinho, porque é a semana que antecede o Dia dos Pais.

 
Sou pai adotivo de um garoto de 31 anos de idade e esse é um dos mais lindos capítulos na história da minha vida. 

Não o criei desde pequeno, mas quando ele apareceu na minha vida já tinha idade suficiente para ser um filho, enquanto eu tinha idade suficiente para ser o pai que ele precisava, e Deus nos reuniu. E essa foi também uma das maiores bênçãos que Deus derramou sobre mim. O privilégio de ser pai.

Lembro-me das noites mal dormidas e preocupantes:
- Filho, cuidado... Se alguém pisar no seu pé, peça desculpas.

Até que um dia... parece que o menino cresceu e já está namorando a mesma garota por quase um ano. O perigo é eminente, a gente percebe já na terceira visita.
- Mas essa menina...
- Olha o que você vai falar, hein? Eu a amo.

Veio o casamento. Depois veio o Ryan e depois o Nicolas. 
 
Mudei para o Rio e em seguida apareceu outro filho precisando de pai. Agora tenho o João, porque Deus, novamente Deus, nos reuniu para que eu cumprisse o papel ao qual, parece, eu fui destinado.

Meu primeiro filho e meus netos moram em São Paulo; no Rio mora comigo meu outro filho, o João, e é por eles que me levanto para trabalhar e prover o alimento e é por eles que respiro o ar de cada manhã. Deus me permitiu. Eles são meus.
 
A ligação que existe entre pais e filhos adotivos é tão intensa quanto a ligação de sangue. É amor verdadeiro que não se mede, que se oferece gratuitamente, é devoção sem pedir nada em troca.

Deus é pai! Ele nos adotou e resgatou através do Seu amor.


Lembre-se disso: Deus nos trata como seus filhos. Talvez não faça o que nós desejamos, mas fará o que é certo. Ele é o pai bondoso, o pai que nos leva pra frente. Confie nesse pai.
 
No próximo domingo estarei aqui com meu filho do Rio, e o outro, bem longe, estará comemorando com os seus, mas ficará a certeza de que o amor do Pai eterno nos une e reúne. 


Deus é Pai. Ele nos levará de volta para um lugar onde toda a família estará reunida e não haverá mais distâncias nem saudades.

Filhos, agradeço a Deus e a vocês também por terem me escolhido para ser o seu pai. Parabéns a todos os pais, biológicos e adotivos.

Um Feliz Dia dos Pais!