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sexta-feira, 22 de julho de 2016

SOBRE SOMBRAS E FALSIANES


SOBRE SOMBRAS E FALSIANES
Por Denize Vicente

Nesta semana as redes sociais ficaram lotadas de figurinhas e memes relacionados com o Dia do Amigo, e datas comemorativas servem, inclusive, para reaproximar pessoas que, por variadas razões, quase não se falam, não se veem, não se tocam, mas que se amam.

Quando eu era criança e nós íamos pra casa dos meus avós paternos, eu gastava parte do meu tempo, lá, “ensinando” meu avô a ler. Nós ficávamos na garagem da casa, ele sentava num banquinho, e eu escrevia na parede, dando aula pro meu vô. Ele fingia tão bem que eu acreditava que o estava alfabetizando mesmo!

Outra parte do tempo eu gastava lendo as revistas da coleção da minha tia Noádia – uma coleção imensa que ocupava uma espaço bem grande da estante dela. Era a Revista Seleções - Reader’s Digest, que existe até hoje! E até hoje também eu guardo na memória histórias, piadas, pensamentos e citações que eu lia naquela época.

Há duas frases que eu li nas revistas, e que mantenho vivas na minha mente. Eu não diria que são um mantra, pra mim. Mas, como os provérbios de Salomão, elas me orientam. Quem me conhece já deve ter me ouvido recitando essas ideias, e posso dizer que as repito ipsis litteris:

“Se você quiser ser incisivo, seja breve.
Com as palavras se dá o mesmo que com os raios de sol:
quanto mais condensados, mais queimam.”


“Não me interessa um amigo que mude quando eu mudar
nem que balance a cabeça quando eu o fizer;
minha sombra executa tudo isso muito melhor.”

E como estamos falando de amigos, hoje, eu queria me deter nessa segunda frase – a que fala da espécie de amigo que precisamos ter. 

Dizem que as pessoas muito famosas, ou muito ricas, ou muito poderosas não têm amigos; têm bajuladores, gente que não as quer contrariar para não perder o que aquela “amizade” lhes pode “oferecer”. Se uma pessoa assim está com um pedacinho de alface no dente vai continuar com ele, porque nenhum desses “amigos” terá “coragem” de lhe dizer. O mesmo acontece se está indo por um caminho errado, ladeira abaixo; mostrar o erro pode custar a “amizade”, as regalias...

Pessoas que não são ricas nem poderosas, também, muitas vezes, preferem estar cercadas de gente que apenas concorda com elas, que as apoia seja no que for, que não as contraria em nada. E assim se sentem amparadas, cheias de si, confiantes, embora mais à frente possam se ferrar – provavelmente sozinhas, porque esses “amigos”, geralmente, sabem a hora de pular fora do barco.


“Não me interessa um amigo que mude quando eu mudar e que balance a cabeça quando eu o fizer...”; pra isso eu tenho a minha própria sombra que faz o serviço com muito mais perfeição. O amigo ideal é aquele que ri com você, que enxuga as suas lágrimas, mas que também o orienta pra que você não precise chorar, ou que lhe dá um sacode e manda engolir o choro... Alguém que é sábio o bastante para alertá-lo dos perigos, e forte o suficiente para se manter do lado oposto ao seu quando você não quer fechar com o certo.

 

Salomão deu a dica: “Aquele que anda com os sábios será cada vez mais sábio, mas o companheiro dos tolos acabará mal.” Provérbios 13:20

Davi foi esperto e inteligente. Era um pastorzinho de ovelhas, mas era músico também, e teve percepção – os músicos são especialmente sensíveis e perceptivos... E ele se separou dos tolos, dos bobos, dos malandros, dos vacilões e das falsianes da vida (clique nestes links pra conferir: Salmos 1:1; 101:5-7), e escolheu como amigos e companheiros gente que respeitava e temia a Deus (Salmos 119:63, Salmos 119:79).


Eu e você temos a chance de escolher o tipo de amizade que devotaremos a alguém, o tipo de amigos que queremos ser e o tipo de amigo que queremos ter.

Andar com sábios é muito melhor, por mais que, de vez em quando, gere um desconforto... 
Ninguém é feliz com um amigo-sombra. Fique esperto!


quarta-feira, 1 de julho de 2015

É UMA QUESTÃO DE ÓTICA; MUDE O FOCO!


É UMA QUESTÃO DE ÓTICA; MUDE O FOCO!
(Por Eduardo Santos)

Conta-se a história de uma batalha épica. Ela se passa em uma planície, em Damim, cidade de Judá. O duelo era travado entre os Filisteus e os Israelitas. Cada exército se acampou em um dos lados da planície, um de frente para o outro, organizando suas fileiras para o grande combate.

De repente, algo diferente aconteceu: um soldado do exército Filisteu se levantou, tomou a frente de seus companheiros e fez uma proposta acrescentada de blasfêmias e insultos ao nome de Deus. Disse que não era necessário que os soldados fossem incomodados, bastava que os Israelitas enviassem um único adversário para ele, poupando seus demais companheiros.

Talvez seja uma boa hora para dizer que o proponente possuía três metros de altura, trajava uma armadura imensamente pesada e sua arrogância tornava sua aparência assustadora mais amedrontadora do que já o era.

Diante da proposta, os valentes soldados Israelitas tremeram durante quarenta dias. Até que Davi, um jovem que não havia sido levado à guerra, ouviu o desafio enquanto visitava seus irmãos no campo de batalha. Inconformado com a falta de atitude dos soldados frente àquela provocação, decidiu que o enfrentaria.

Seu rei, na tentativa de ajudá-lo, o veste com sua armadura; mas o tenro jovem decide ir sem nenhuma proteção humana. Parte para o embate levando seu alforje, cinco pedras lisas, uma funda e um cajado. A história termina com a vitória Israelita por meio de um tiro certeiro na testa do gigante.

Para aqueles que desejarem uma versão menos resumida do tema, esse relato se encontra na Bíblia, em I Samuel 17. É uma história que me lembra muito minha infância, pois era uma das minhas favoritas, e ainda é. Na verdade, fui movido a meditar novamente nas palavras dessa história por causa de uma imagem que vi um dia desses. Ela tratava sobre o que passava na cabeça de Davi e de Saul diante de seu oponente e indagava o que cada um de nós pensa diante dos nossos gigantes.

Saul baseava sua estatística em sua própria força, capacidade e destreza de soldado. Estava pensando como Golias, o gigante, que se valia de sua enorme estatura e poder bélico. Dessa forma, Saul achava impossível vencer. Davi enxergou de forma diferente. Nas palavras dele: “Tu vens a mim com espada, e com lança, e com escudo; porém eu venho a ti em nome do Senhor dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem tens afrontado.
Hoje mesmo o Senhor te entregará na minha mão, e ferir-te-ei, e tirar-te-ei a cabeça, e os corpos do arraial dos filisteus darei hoje mesmo às aves do céu e às feras da terra; e toda a terra saberá que há Deus em Israel;
E saberá toda esta congregação que o Senhor salva, não com espada, nem com lança; porque do Senhor é a guerra, e ele vos entregará na nossa mão
.”.
(I Samuel 17:45-47).

Golias levava consigo um escudeiro, Davi convidou o Senhor dos Exércitos para ir com ele. Golias confiava em suas próprias armas, Davi na atuação divina. Golias acreditava que ganharia a batalha, Davi sabia que quem venceria a batalha era Deus. Formas distintas de pensar que fizeram uma enorme diferença.

Hoje é quarta. Já não estamos mais no início da semana e, provavelmente, você já enfrentou muitos gigantes. A notícia boa é que a semana ainda não acabou. Ainda se tem tempo; talvez algumas batalhas perdidas, mas o resultado final da guerra não foi definido. Pare um tempo, reflita, respire e mude o foco; afinal, ganhar ou perder a guerra é uma questão de pra onde se olha!

Ótima quarta! Abraços!

segunda-feira, 15 de junho de 2015

CONHECER ALGUÉM

CONHECER ALGUÉM
(Por Sérgio Mafra)

Eu gostaria de iniciar nossa conversa de hoje com uma pergunta: quanto tempo leva para que você possa dizer que realmente conhece alguém? Quem sabe sua resposta seja que só se conhece alguém depois de muitos anos de convivência e, assim sendo, talvez você me diga que seus pais são pessoas que você conhece bem - afinal, está com eles a vida toda. Outras pessoas poderiam dizer que conhecem bem seu cônjuge, seus filhos ou um amigo de infância. A verdade é que, geralmente, medimos o conhecer bem alguém pelo tempo de convivência com essa pessoa.

Minha indagação de hoje se justifica, pois nós temos vivido uma realidade em que conhecemos cada vez menos as pessoas. A solidão, a internet, os jogos e a tecnologia, de maneira geral, são elementos que contribuem para que as pessoas criem um verdadeiro mundo paralelo que não é construído, pasmem!, com outros seres humanos; é construído com base em uma realidade à parte. Você pode estar no quarto ao lado do seu filho ou dividindo a cama com seu cônjuge e mesmo assim não saber quem ele é. Você pode conviver com seus pais desde que nasceu e, mesmo assim, em dado momento, se deparar com verdadeiros estranhos.

As pessoas estão se fechando em si mesmas e se isolando cada vez mais. Para a decepção de muitos, quando se dão conta, os lares já estão desfeitos, os filhos já se foram e o relacionamento com pais e amigos inexiste.

Precisamos investir nas relações de qualidade. Conhecer alguém requer mais do que tempo e disposição, mais do que dormir na mesma cama ou dividir uma casa. Conhecer alguém requer amor, abnegação, bondade e entrega. Vamos, durante esta semana, pensar em quem precisamos realmente conhecer e o que temos que fazer pra uma aproximação efetiva. Além disso, reflita um pouco no tempo que você está investindo para conhecer Aquele que pode fazer toda diferença na sua vida. Aquele a quem Davi se dirigiu dizendo: “Senhor, tu me sondas e me conheces. Sabes quando me sento e quando me levanto; de longe percebes os meus pensamentos. Sabes muito bem quando trabalho e quando descanso; todos os meus caminhos te são bem conhecidos. Antes mesmo que a palavra me chegue à língua, tu já a conheces inteiramente, Senhor. Tu me cercas, por trás e pela frente, e pões a tua mão sobre mim. Tal conhecimento é maravilhoso demais e está além do meu alcance, é tão elevado que não o posso atingir”. (Salmos 139:1-6)