sexta-feira, 27 de novembro de 2015

FRAGILIDADE


FRAGILIDADE
(Por Denize Vicente)

Você, provavelmente, já ouviu os versos de “Epitáfio”:

“Devia ter amado mais
Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais
E até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer

Queria ter aceitado
As pessoas como elas são
Cada um sabe a alegria
E a dor que traz no coração
(...)

Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos
Com problemas pequenos
Ter morrido de amor
(...)

Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr.” 

Essa música fez enorme sucesso, há alguns anos, e eu suspeito que não apenas por ser cantada por um grupo musical de grande qualidade vocal, mas, sim, porque trata de um tema sobre o qual, uma hora ou outra, mais cedo ou mais tarde, todos nós precisaremos parar pra pensar:
"O que eu estou fazendo da minha vida?".

Muitos outros anos atrás, muitos mesmo, esse questionamento já havia passado pela cabeça de Davi, que também fez uma música sobre o tema. Nela, ele perguntou a Deus: “Ó Senhor Deus, quanto tempo ainda vou viver? Mostra-me como é passageira a minha vida. Quando é que vou morrer?”. Em outra versão, “dá-me a conhecer, Senhor, o meu fim e qual a soma dos meus dias, para que eu reconheça a minha fragilidade.” (Salmos 39:4)

Você se dá conta da sua fragilidade? Sabe que hoje está aqui, mas que amanhã pode não estar mais? Então, que valor tem dado às coisas e às pessoas que realmente importam? Que uso tem feito das palavras? Já aprendeu a estabelecer a diferença entre o essencial e o supérfluo? Tem definido adequadamente suas prioridades?

Por que não amar mais, chorar mais, se aborrecer menos, arriscar mesmo, perdoar de verdade, dar uma nova chance a quem errou... Por que não tentar ser gentil? Por que não sorrir mais, lamentar menos, abraçar mais, reclamar menos... Por que não dar uma ajuda pra ver alguém sorrir de felicidade, por que não sair pra ver o sol nascer e se pôr? Por que, afinal, não se importar mais com os outros - com a criança que chora, com o adulto que sofre, com o idoso que sente dor?

Você se dá conta da sua fragilidade? Por que segue complicando demais, trabalhando tanto, e morrendo de ódio ou de raiva, quando hoje somos e amanhã, quem sabe, já não mais?

“Faze com que saibamos como são poucos os dias da nossa vida para que tenhamos um coração sábio.” (Salmos 90:12)

O pessoal da “HypeScience” divulgou, há alguns anos, os cinco maiores arrependimentos que as pessoas têm quando estão no leito da morte. Elas dizem:

1.    “Eu gostaria de ter tido a coragem de viver uma vida fiel a mim mesmo, e não a vida que os outros esperavam de mim.” 
2.    “Eu gostaria de não ter trabalhado tanto.” 
3.   “Eu gostaria de ter tido coragem de expressar meus sentimentos.”
4.    “Eu gostaria de ter mantido contato com meus amigos.” 
5.    “Eu queria ter me permitido ser feliz.”

Tempo perdido e oportunidades desperdiçadas.

Qual é o balanço que você faz?

“Ensina-nos a contar os nossos dias para que o nosso coração alcance sabedoria.”

Tiago, irmão de Jesus, uma vez falou o seguinte: “Ouçam agora, vocês que dizem: ‘Hoje ou amanhã iremos para esta ou aquela cidade, passaremos um ano ali, faremos negócios e ganharemos dinheiro’. Vocês nem sabem o que acontecerá amanhã! Que é a sua vida? Vocês são como a neblina que aparece por um pouco de tempo e depois se dissipa.”. (Tiago 4:13-14)

Pois é. Tal como neblina.

Assim é a vida.

Aproveite o final de semana para repensar suas prioridades, estabelecer metas, promover mudanças. Comece aos poucos, se for preciso, mas altere o rumo da sua vida; faça uma “desintoxicação”, livre-se dos maus hábitos, crie novos, bons e melhores; tenha entusiasmo; faça o possível para viver em paz e em harmonia com todas as pessoas; sim!, com todas as pessoas. Trabalhe menos, seja fiel aos seus princípios, expresse seus sentimentos, conviva mais com a sua família, com os seus amigos, promova a felicidade – a sua e a do seu próximo...

Viva com consciência da sua fragilidade.

Mas agora livrem-se de tudo isto: da raiva, da paixão e dos sentimentos de ódio. E que não saia da boca de vocês nenhum insulto e nenhuma conversa indecente. Não mintam uns para os outros (...), vistam-se de misericórdia, de bondade, de humildade, de delicadeza e de paciência. Não fiquem irritados uns com os outros e perdoem uns aos outros, caso alguém tenha alguma queixa contra outra pessoa. Assim como o Senhor perdoou vocês, perdoem uns aos outros. E, acima de tudo, tenham amor, pois o amor une perfeitamente todas as coisas. (...) E sejam agradecidos. (...) Cantem salmos, hinos e canções espirituais; louvem a Deus, com gratidão no coração.” (Colossenses 3:8-10, 13-16)

#ficaadica

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Referências:

Epitáfio – Letra e Música: Sérgio Britto. Disponível em http://www.titas.net/discografia/index.php?acao=letra&faixa_id=156&obra_id=133&interface=0&disco_id=13 – acessado em 26.11.2015.

HypeScience - http://hypescience.com/sobre

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

APRENDENDO COM GATINHOS - lição 1



APRENDENDO COM GATINHOS - lição 1
(Por Carina Baptista)

Oi pessoal, tudo bem com vocês??

É incrível como pequenas coisas podem nos ensinar grandes lições. Para vocês entenderem, voltarei um pouquinho a história:

Aqui em casa sempre preferimos cachorros, sempre tivemos cachorros. Eles são amigáveis, engraçados, brincalhões, e os daqui de casa, cada um tinha sua voz própria (hahahaha). Até que um dia... apareceu uma gatinha aqui em casa; ela miava muito e minha avó deu comida para ela. Pronto! A gatinha nunca mais foi embora.

Essa gatinha teve filhotes, que tiveram filhotes, que tiveram filhotes... 
Moro numa casa com quintal grande, mas se continuasse nessa progressão geométrica, o mundo seria dominado por gatinhos, e por isso minha mãe começou a ficar preocupada. Com o passar do tempo, os gatinhos foram crescendo e procurando outros caminhos. Nesse período, o quintal ficou com menos gatos, mas um dos filhotes, que já havia crescido, estava agora esperando mais filhotinhos, e decidiu tê-los debaixo da nossa escada.

Certo dia, minha mãe percebeu que um dos gatinhos estava miando muito; quando ela viu, ele estava sozinho, muito magrinho e, aparentemente, com muita fome; a mãe o tinha abandonado e separado dos demais filhotes. Minha mãe o pegou, deu um pouco de leite, limpou-o e o colocou numa caixa de sapato com paninhos quentinhos. Ele estava tão fraquinho, que minha mãe pensou que fosse morrer. Ela cuidou dele, deu carinho, comida, e comprou remédio.

O gatinho ficou mais forte, mais gordinho e tirou de nós aquela impressão que tínhamos dos gatos; ele era muito fofinho e brincava com a gente, dando mordidas de levinho. A ideia da minha mãe era ajudá-lo e depois dar para alguém adotar, mas não apareceu dono e nós acabamos ficando com ele. Colocamos o nome de Frajola (porque é preto e branco) e o bichinho foi ficando... ficando...

Hoje, ela (sim, descobrimos que é fêmea) é o xodó da minha mãe, não desgruda dela, mas não gosta de colo nem de excesso de carinho (hahahaha). Minha mãe a salvou da morte iminente, e a gatinha, de alguma forma, sabe disso.

Pensando nessa história, para mim é impossível não relacioná-la à nossa, à história do amor do nosso Salvador. Ele nos libertou da morte iminente, "porque o salário do pecado é a morte"¹ e nos deu vida eterna em Cristo Jesus. Devemos, assim como a gatinha, ser gratos a Deus por ter nos dado a oportunidade de viver e viver eternamente. Merecíamos a morte, mas recebemos salvação!

Um beijo e até semana que vem!

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Referência:
1 - Romanos 6:23
         
         

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

COMO É QUE É?!

COMO É QUE É?!
(Por Eduardo Santos)

Sempre me disseram que eu era uma pessoa muito expressiva. De certa forma, é uma característica vantajosa, mas não em todas as situações. Certa vez, estava numa aula de artes que falava sobre algum movimento artístico contemporâneo. Como esperado, não era algo parecido com a arte clássica, era bem mais abstrato.

A professora começou a descrever uma cena, enquanto eu me esforçava para imaginar. No fim das contas, fui chamado à atenção por, supostamente, estar debochando da aula. Fiquei sem entender, mas, depois de um tempo, percebi que estava com a sobrancelha levantada enquanto pensava. E o pior de tudo: não cheguei a montar o cenário descrito.

Não entender a mensagem passada não é nenhum problema quando o assunto não é de profunda importância ou não se trata de uma necessidade urgente, mas, e quando é?

Há dois anos, tive aula de Cálculo II com um professor que não se fazia entender direito. Era desesperador perceber que o ruído na comunicação me impedia de obter a compreensão necessária. Talvez você já tenha passado por alguma situação parecida, talvez todos já tenhamos tido essa oportunidade. Mas teve alguém que se deparou com um caso perturbador: Nicodemos. Numa noite qualquer, Nicodemos foi se encontrar com Cristo e perguntou o que era necessário para ser salvo, ao passo que Cristo responde que seria necessário que ele nascesse de novo.

A inquietação de Nicodemos com a resposta de Jesus é expressa em seu questionamento seguinte. Com toda a razão; afinal, como poderia alguém já crescido voltar ao ventre de sua mãe?

Nascer da água e do espírito é uma necessidade que todos temos. O novo nascimento representa a decisão de abdicar de vontades e inclinações próprias para colocar Cristo como Senhor e Salvador de nossa vida.

No mundo em que vivemos, constantemente incorporamos ideologias, filosofias, costumes que nos distanciam do ideal do céu. Se nosso desejo é obter a salvação, como Nicodemos, a resposta de Cristo para nós é a mesma: importa renascer.

É uma tarefa diária que envolve profunda persistência, como muito bem enfatiza a escritora Ellen White no livro “Mensagem aos Jovens”. A cada dia temos a oportunidade de pedir a Deus que nos possibilite sempre progredir na tarefa de crescimento no caráter, de ter paciência e consciência de que a transformação não é de uma hora para a outra. Precisamos pedir que Deus nos ajude, hoje, a sermos melhores do que ontem, e assim por diante.

Eu e você estamos juntos nessa caminhada. Em alguns momentos, pode ser que nos desencontremos, mas, no final da estrada, espero me encontrar com você para lembramos de nossas histórias. Por mim, o encontro já está marcado; e por você?

Um grande abraço!

terça-feira, 24 de novembro de 2015

"FELIZ SÁBADO" POR QUÊ?


"FELIZ SÁBADO" POR QUÊ? 
(Por Airton Sousa)

Uma das coisas legais de voltar a morar no Rio é aquele encontro em família que temos todas as sextas, no final da tarde. É quando toda a família se reúne pra comemorar a chegada do sábado. No horário indicado, eu fecho a loja e todos começam a chegar à casa da "Vó Maria", ou da "Tia Nanda", ou da "Tia Ieda". Cantamos, oramos, lanchamos (hoje, por exemplo, teve pastel e empadas), não assistimos TV, conversamos bastante. É por isso que toda sexta eu gosto de desejar às pessoas um "Feliz Sábado", porque, realmente, é um dia muito feliz pra nossa família.

O sábado começa no pôr do sol de sexta e termina no pôr do sol de sábado. "De uma tarde a outra tarde." Esse período que passamos juntos é muito especial; quando terminamos as orações todos se abraçam e desejamos uns aos outros um "Feliz Sábado!". A partir daí, começamos a viver as horas sabáticas. Descanso físico, descanso para a mente e descanso para o coração. Para nós, o sábado é uma pausa para contato mais próximo, entre nós, e um pouco mais de contato com o Criador. Assim, todas as demais atividades podem esperar.

Lembra-te do dia do sábado para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus ...” (Êxodo 20:8-10). Não é um feriado nem dia de folga, mas um dia santo. Separado para um fim específico. "O sábado permanece como a eterna lembrança de que o ser humano não é o resultado do acaso, de forças impessoais. Também nos relembra de que não fomos criados para a servidão das coisas." (MEMORIAL DA CRIAÇÃO E LIBERTAÇÃO, Sábado, 16 de agosto, 2014)

Aí você me pergunta: Ah! Então vocês guardam o sábado? Não, amigão, nós não guardamos o sábado; é o sábado que nos guarda das ilusões, dos perigos e das tristezas. É um dia de alegria. Um dia que lembra criação e liberdade. Um presente do Criador.

"E também lhes dei os meus sábados, para que servissem de sinal entre mim e eles; para que soubessem que eu sou o Senhor que os santifica." (Ezequiel 20:12)

E o sábado segue... Pela manhã vamos à igreja, cantamos louvores e nos confraternizamos com as outras famílias. Às vezes, nossa família consegue lotar de dois a três bancos da igreja! No almoço nos reunimos novamente - junta panelas; cada irmã ou sobrinha traz um prato especial ou sobremesa ou suco (a Iêda sempre traz alface porque trabalhou a semana inteira e não teve tempo de fazer nada...), e existe sempre a possibilidade de alguém trazer empadão de frango. E ali passamos quase toda a tarde juntos. Confesso que, normalmente, eu tiro a tarde de sábado para dormir...

É maravilhoso acreditar que Deus nos deu um dia de presente, para que nossa família tenha intimidade com Ele e, mais do que isso, acreditar que Ele nos promete sustento especial, alegria e paz se permanecermos fiéis nesse dia – não, exatamente, por causa do dia em si mesmo, mas pela atitude assumida, de deixarmos de lado nossos interesses pessoais e planos particulares, para seguir os Seus planos e projetos.

Na próxima vez que você ler um post meu no Facebook, desejando “feliz sábado” em plena sexta-feira, vai entender que, aqui, a festa já começou. Sou muito feliz por participar desses sábados com a minha família. Até estendo o convite para você participar de um desses sábado conosco.

Aí, chega o domingo... Uma parte da família vai pra praia; outra, pro "Megaville"; outra, vai almoçar fora... e o bonitão, aqui, trabalhando.

Nota: toda sexta feira, às 19h30 você pode participar com a gente da celebração da chegada do sábado, com o programa "Feliz Sábado", exibido pela TV Novo Tempo - Sky, canal 14; Oi Livre, canal 214; Net, canal 184.