domingo, 5 de agosto de 2018

QUAL SERÁ O MELHOR LUGAR PARA NÓS?


QUAL SERÁ O MELHOR LUGAR PARA NÓS?
Victor Anselmo Viana – Rio de Janeiro – RJ

Eu, particularmente, gosto muito de assistir filmes, e de preferência com meu pai e meu irmão, já que nossos gostos são ridiculamente parecidos, e minha mãe não suportaria nosso “exótico” gosto por filmes.

Engraçado é o processo de escolha do que vamos assistir: ou colocamos um filme que já assistimos trezentas vezes juntos, ou apostamos em algum lançamento de não tanta notoriedade e esperamos pelo resultado; na maioria das vezes nos decepcionamos, mas volta e meia acertamos. Portanto, se quiser correr de um filme ruim, pergunte pra nós. Somos especialistas no assunto!


Certa vez meu pai veio com uma sugestão de ficção científica para assistirmos, e então colocamos o filme. Não era baseado em fatos, mas em estudos reais. O filme fala sobre um grupo da NASA em um futuro não tão distante, que intensifica seus estudos para descobrir um planeta cuja atmosfera fosse apropriada para a vida humana, já que o nosso planeta já estava nas últimas, devido à degradação humana. E no desenrolar do filme, eles passam por momentos de dificuldade. Conseguem pousar em alguns planetas que não são apropriados; uns só possuíam água e ondas enormes, outro era muito frio e o ar cheio de substancias tóxicas, enfim, impróprios, até que, no final do filme, eles encontram um planeta apropriado para dar sequência à espécie humana, já que na Terra não era mais possível viver.

Você pode achar tudo isso muito louco, mas em 1964 (ano em que meu pai nasceu) a NASA enviou uma sonda chamada Mariner 4 que foi a primeira sonda a enviar fotos da superfície de Marte, e a partir daí Estados Unidos e Rússia começaram uma corrida para saber mais informações sobre esse planeta. E eles chegaram a várias conclusões: que em Marte, supostamente, existe água, que seu dia tem 24 horas e 37 minutos e que o ano tem 687 dias, entre outras informações. Ou seja, diversos fatores que põem uma pulga atrás da orelha: será mesmo possível viver em outro planeta?

Bom, amigo, não quero aqui deixar minhas conclusões, mas, sim, que você tire as suas próprias e pra isso vou convidar você a ir pensando na resposta ao título do post de hoje... Eu volto na quinta e aí vou lhe dar mais coisas pra pensar e enrolar um pouco o meio de campo. Por enquanto, vou só dizer que também gosto de filmes históricos...

Até quinta-feira, então. Dia 09 de agosto, ok? A gente vai ter um papo sobre filmes, opções e escolhas.

Até lá!

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Olá, povo! Meu nome é Victor Anselmo Viana. Geralmente me apresento como “Victor Viana”, mas o “Anselmo” é o nome que herdei de minha mãe e eu amo esse nome...
Sou cristão, padrinho do Jackson e da Pamela, mecânico de carros, apaixonado por carros antigos, e estou terminando meu curso de Engenharia Mecânica. Tenho mais de 1,80m e mais de 100 kg; não sou a expressão da delicadeza tampouco sou bom com as palavras assim como meus companheiros aqui do blog, mas há algo em mim que se torna um tanto curioso: mesmo sem tanto talento com as palavras, eu sou aberto a ouvir o que Deus quer falar, e talvez seja isso o que me tenha trazido até aqui. Espero, junto com todos, incluindo você, estreitar nosso relacionamento com Deus, para ouvir mais claramente o que Ele tem para nos dizer constantemente.


sábado, 4 de agosto de 2018

DE CAVERNA EM CAVERNA





DE CAVERNA EM CAVERNA
Eduardo Santos – Rio de Janeiro – RJ

Hoje me peguei lembrando alguns fatos da infância, num daqueles momentos que a gente sempre tem o costume de visitar nas salas da memória. Quando criança, eu tinha umas tiradas que até hoje me pergunto de onde elas saíam e, mais uma vez, isso aconteceu.

Era uma noite tempestuosa, daquelas que colocam qualquer um tremendo de medo. Passei alguns anos sem ver outra parecida. Nossa casa ainda estava em construção e havia muitos materiais de obra e alguns itens até improvisados, onde não tínhamos o que colocar no lugar.

No alto da casa, mais especificamente na laje, tem uma porta de acesso para se chegar à caixa d’água. Isso hoje, porque na época era uma porta improvisada com madeira de obra e saco de entulho. Acho que nem preciso dizer que a ventania balançava essa porta de um lado para o outro, provocando um barulho alto e parecendo que ela cairia a qualquer momento.

Enquanto minha mãe tentava acalmar minha irmã, instantaneamente me lembrei do verso que tinha aprendido na reunião dos Aventureiros*, naquela mesma tarde. Tinham me ensinado o Salmo 121. Ele é bem curto, vale a pena fazer uma pausa agora e conhecê-lo. Clique no link.

Quando Davi escreveu esse texto, talvez pro blog da galera da época, ele andava no fio da navalha de Saul. Era só dar uma vacilada e sua vida poderia encontrar seu fim. Só que Davi entendia que não deveria levantar a mão contra o ungido do Senhor, mesmo que fosse em sua própria defesa. Então ele vivia se escondendo pelas cavernas das montanhas de Israel.

Daí o início do Salmo: “Elevo os olhos para os montes: ‘De onde me virá o socorro’?”. A interrogação parece ser para nos colocar para pensar, porque Davi sabia que não eram as cavernas que impediam Saul de encontrá-lo e matá-lo, tanto que ele completa com a resposta: “O meu socorro vem do Senhor que fez os céus e a terra.”. Essa certeza da proteção divina inspirava o futuro Rei de Israel a prosseguir em sua fuga, confiando que Deus o guardava em cada passo; não eram rochas e fendas em montanhas que o escondiam, mas o guarda de Israel - aquele que não dorme. 

 
A perseguição de Saul não parou no momento em que Davi se deu conta de que estava seguro nas mãos de Deus, mas a segurança foi suficiente para que ele dormisse em paz. Da mesma forma que eu e minha família dormimos em meio àquela tempestade.

Chega dessa vida de mudar de caverna em caverna; é hora de soluções mais definitivas, hora de socorros mais eficazes! Deus está a postos, só esperando nossa decisão. Que a esperança dessa proteção também seja motivo de tranquilidade pra você, daqui pra frente.


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Referências/Fontes:

·          O “Clube dos Aventureiros” é, oficialmente desde 1991, um programa mundial da Igreja Adventista do Sétimo Dia, específico para crianças menores de dez anos, mas a ideia surgiu em 1972, Washington (EUA), com um programa voltado para esse público, sob a direção de Carolee Riegel. Com o objetivo de “facilitar à criança partilhar sua fé, se preparar para esta vida e para a vida eterna”, o plano piloto do Clube de Aventureiros foi iniciado em 1990 nos Estados Unidos, na Divisão Norte Americana e no ano seguinte, em 1991, a Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia o autorizou, como programa mundial, estabelecendo seus objetivos, currículo, bandeira, uniforme e ideais.




sexta-feira, 3 de agosto de 2018

EU QUERO!


EU QUERO!
Denize Vicente – Rio de Janeiro – RJ

Minha mãe sempre detestou essa coisa de beber água em copo de geleia, copo de requeijão. Lá em casa isso não rolava. Ela juntava esses copos e doava para quem quisesse, e nem na infância a gente bebeu água em copo de geleia. Não era bestice nem era riqueza. A gente era pobre. Mas era feliz. E uma das coisas que contribuía pra essa felicidade era o prazer de beber água em copos bonitos. É claro que crianças têm certa facilidade pra quebrar taças, invariavelmente; então, nem sempre a gente bebia água em taças, mas era, pelo menos, num copo bonito, bem trabalhado.



Eu já sabia: quando minha mãe pedia água, se eu quisesse ver um sorriso no rosto e um comentário do tipo: "Hummm... isso, sim!", era só trazer a água numa daquelas suas taças lindas, presente do casamento de 1962. Até hoje é assim. E até hoje algumas daquelas taças do casamento ainda existem, pode acreditar.

Aprendi muitas coisas com a minha mãe e continuo aprendendo com ela. E uma das lições é essa: "Água tem sabor, quando a gente bebe numa taça de cristal.".

“Água é vida.” Esse bordão eu ouvi muitas vezes do pai de um namorado meu. E ele era tão vidrado nessa frase que uma vez fez a gente concordar que um dia, quando ele partir, vamos distribuir copinhos de água mineral pra quem for ao funeral, com o rótulo: “Água é vida. Lembrança do funeral de Hélio Maia.”. 

Seu Hélio também me ensinou muitas lições e até hoje ele me alegra com sua criatividade, sua leveza e sua gaita. Sim, ele me liga pra tocar gaita!

O maior valor que você dá à água acontece quando você está com sede, muita sede. E quando você está com sede, muita sede, não adianta picolé de limão, suco de maracujá, e nem venha me dizer que “suco de cevada gelado” é o melhor que tem. Sede a gente mata com água. A pura e cristalina água.

Foi por isso que Jesus Cristo, quando esteve por aqui, protagonizou uma cena bem legal numa outra grande lição sobre a água:

Ele se sentou perto de um poço; era tipo meio-dia, sol escaldante, e Ele estava mesmo cansado, porque ‘tava saindo de uma cidade e indo em direção a outra... Você sabe como é o sol de meio-dia na cabeça e pode imaginar o cansaço, a fome e a sede. Agora imagine que Jesus é brasileiro e chega um argentino pra pegar água no poço... Bem, no caso era uma mulher, mas um era judeu e a outra era de Samaria – hermanos que não se curtiam.

Então rolou um diálogo mais ou menos assim:

- Por favor, você pode me dar um pouco d’água?
- Yo?? Tem certeza? Brasil x Argentina?
- Na real? Se você soubesse quem é que está pedindo água pra você, você é que me pediria água, e eu lhe daria “a água da vida”.
- Oi?? Se nem balde você tem, e com um poço desses, fundo pra caramba, como é que você vai conseguir essa “água da vida”??

E foi aí que Ele falou as palavras mais lindas que ela poderia ouvir:

- Quem beber dessa água do poço vai ter sede de novo, mas a pessoa que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede. Porque a água que eu lhe der vai se tornar nela uma fonte de água que dará vida eterna.

Então a mulher pediu:
— Eu quero! Por favor, me dê dessa água!

Pensando bem, a verdade é essa: existe a tal “água da vida” e quem tiver sede, aquela sede de água da melhor qualidade, sede de vida eterna, é só dizer “eu quero!”.

“Venham, todos vocês que estão sofrendo de sede, venham às águas! E vocês que não têm dinheiro, venham comprar de graça vinho e leite! Venham comprar e comer!
Por que vocês vivem gastando seu dinheiro naquilo que não é pão, e se esforçando à toa para comprar coisas que não matam a fome? Ouçam o que eu digo, e vocês poderão comer o que é bom. Assim, a alma de vocês se deliciará com comidas mais gostosas!
Escutem-me com toda a sua atenção e venham a mim! Ouçam bem, pois a sua vida depende disso. Eu vou fazer com vocês uma aliança eterna para dar a vocês todo o amor e toda a bondade que um dia prometi ao rei Davi.”


Pode falar baixinho, aí, que Ele vai ouvir.
Pode falar baixinho: “Eu quero!”.


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Referência/Fonte:


Música pra quem curte música - https://www.youtube.com/watch?v=0ld-Fw3wzr4 - acessado em 1º de agosto de 2018.

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

COMPAIXÃO


COMPAIXÃO
João Octávio Barbosa – Bangu – RJ

A palavra do dia é COMPAIXÃO.
Ser compassivo é a característica de quem sente compaixão pelo próximo. E compaixão é aquele sentimento bonito e altruísta, onde você deixa de lado o seu egoísmo natural e pensa no bem do outro.
Muito já se falou sobre compaixão ou ser compassivo. Vou citar aqui algumas frases famosas sobre esse tema:

“A única atitude intelectual digna de uma criatura superior é a de uma calma e fria compaixão por tudo quanto não é ele próprio.”
“O destino é cruel e os homens são dignos de compaixão.”
“Tenha compaixão, ajude os seus companheiros em qualquer oportunidade. Se a oportunidade não surge, saia do seu caminho para encontrá-la.”
”Disciplina é liberdade; compaixão é fortaleza; ter bondade é ter coragem.”
“Nossa tarefa deveria ser nos libertarmos... aumentando o nosso círculo de compaixão para envolver todas as criaturas viventes, toda a natureza e sua beleza.”

A compaixão é muito importante para vivermos bem em sociedade. Mas para mim a compaixão é mais do que uma palavra. Eu acredito que a compaixão é Deus. Não UM deus. O Deus. O meu Deus. Possivelmente, aquele que você também conhece como Deus, mesmo que não o considere assim. O Deus da Bíblia. E nesse livro, a Bíblia, que Deus chama de “sua palavra”, vemos o seguinte sobre a nossa palavra de hoje (compaixão) e sobre ser compassivo:

“E, vendo-a, o Senhor moveu-se de íntima compaixão por ela, e disse-lhe: Não chores.”
e
“(...) Porque o Senhor vosso Deus é misericordioso e compassivo, e não desviará de vós o seu rosto, se vos converterdes a ele.”

Reparem nessas duas formas de falar. No primeiro caso, Jesus é apresentado como alguém transbordando de compaixão por uma pessoa sofrida. Na segunda frase, o texto chega a afirmar categoricamente que Deus é compassivo, cheio de compaixão!

Jesus e Deus o Pai são muitas coisas, e, entre elas, são a compaixão. Sem o Senhor não há compaixão. Se você quer mais compaixão na sua vida hoje, para amar e perdoar mais, ponha Deus na sua vida agora!

Hoje é dia de compaixão.